By Francilio Ribeiro Martins

Os grandes da música de raiz

Lena Ney - Reemesh Kee é Boom (1972)
Pioneira do funk estilo “arrebita, mas não caga”, Lena mostra maturidade neste álbum, sucessor do desconhecido, porém aclamado, Eu Quero Me Atolar No Boneco do Posto (1970). O ponto alto de Reemesh fica por conta de “Meia-bomba também entra”, um funkcore típico onde a cantora mostra toda a sua capacidade vocal, indo do Ré ao Cré com extrema facilidade e grande maleabilidade.

Girinos de Baudelaire – E agora a hora que Nietzsche chora (1991)
Primeira banda brasileira de Philosophy Metal cantado em húngaro, logo em seu trabalho de estréia os Girinos mostraram que não estavam para brincadeira. A faixa de abertura “Egyetlen, érintetlen, lefordíthatatlan!” soa como uma britadeira desligada na orelha, revelando todo o peso da banda que inaugurou a cena Philo paulista na década de 90, marcando para sempre os corações metaleiros com o clipe de “Megjegyzések, a honlap fordítása, oldal 7”, que durava 8 dias e era protagonizado pelo vocalista Jílson lendo “Guerra e Paz” no vão do Masp.

Randy & Rafael – Piroga da Catiroba (1967)
Dupla sertaneja de emocore indígena que lançou o gênero, Randy & Rafael abalaram as estruturas do mainstream ao entoar versos como os de “Peço a Tupã” e “Yara, não te quero mais”. Infelizmente o sucesso durou pouco. Em um show da turnê Acre-Rondônia 68, Rafael foi atacado e morto por um grupo de índias Guajijaras enlouquecidas com seu requebrado conhecido como “vai na manteiga, manteiga, manteiga”. Após a perda do companheiro, Randy entrou em depressão e se afogou no Santo Daime. Hoje em dia ainda faz alguns shows em clubes do interior do país, geralmente em confraternizações de senhoras da terceira idade.

 

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